Artênius Daniel

Wednesday, February 08, 2006

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Fiz essa foto. São teclas onde meu pai escreve. Quando erra, corretivo, pra começar de novo, nova folha, a luz nem sempre é boa, alguma tecla emperra, ao barulho acostuma-se o ouvido, dois ou três toques com força e está feito negrito, fonte única, caixa dupla, horas várias. Escrever a máquina faz lembrar que as palavras não são fáceis, como proferem mentirosamente nossos professores da segunda série. O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais me convida por email para um curso especializado de Português, para escrever melhor, é dito. Queria, na verdade, uma oficina de tipografia, aprender a me sujar no óleo das máquinas, trocar de papel no fim da página, ficar na dúvida se o sublinhado culminará torto ou vitoriosamente bom. Érico Veríssimo dizia que escrever é um martírio. Será que também achamos? Tentei escrever este texto sem dar nenhum delete ou backspace, sem corrigir nenhuma palavra saída errada, brincando de não ter e não poder. Claro que não consegui, acho que nunca conseguirei.
AHHHHHHHHHHHHpadjsfhnrfhekdjnfloiedasdljnsadkwehqodnoijdoiawjdowsxoimipew
dawkferfrijhneirothghngbjbgntboytghrliajfio5rhtiogjronuythnuirlthgluvuithgljkhnliurhrtli

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